18/06/2025
O cálculo da aposentadoria pelo INSS considera os salários de contribuição registrados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Quando a prefeitura, como empregadora, não envia corretamente os dados de contracheques, adicionais (como horas extras, quinquênios ou insalubridade) ou períodos trabalhados, o INSS utiliza informações incompletas. Isso pode resultar em uma média salarial menor, reduzindo diretamente o valor do benefício.
Os erros mais frequentes cometidos pelas prefeituras incluem:
Falta de registro no CNIS: Salários ou períodos trabalhados não lançados corretamente.
Omissão de adicionais: Não inclusão de quinquênios, adicional de insalubridade, periculosidade ou abonos.
Não reconhecimento de tempo especial: Atividades com exposição a agentes nocivos (como insalubridade) que podem aumentar o tempo de contribuição em até 40% para homens e 20% para mulheres, conforme regras do INSS.
Os impactos dos erros no envio de dados podem ser graves:
Redução no valor da aposentadoria: Cálculo baseado em salários menores ou incompletos.
Perda de reajustes futuros: Benefícios atrelados ao valor inicial ficam comprometidos.
Dificuldade de recuperação: Sem revisão, os valores perdidos só podem ser recuperados pelos últimos 5 anos (prazo de decadência).
Para verificar se sua aposentadoria foi afetada:
Acesse o CNIS: Consulte o extrato no Meu INSS e verifique se os salários, períodos trabalhados e adicionais estão corretos.
Compare documentos: Confrontar o CNIS com contracheques, Carteira de Trabalho (CTPS) e Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP).
Confira tempo especial: Veja se períodos com insalubridade ou periculosidade foram registrados como tempo especial.
Dica: Se houver lacunas ou discrepâncias, isso pode indicar erro no envio de dados pela prefeitura.
Suspeita que sua aposentadoria está menor do que deveria? Entre no nosso grupo gratuito para poder participar da aula ao vivo para revisar seu CNIS e identificar erros em poucos passos!
Acesse o Meu INSS e solicite a correção de dados errados ou omissos.
Anexe documentos como contracheques, CTPS, PPPs e outros comprovantes.
Caso o INSS negue o pedido, a revisão judicial pode ser necessária.
Através de ação judicial, é possível:
Corrigir o cálculo da renda mensal inicial (RMI) desde o início da aposentadoria.
Receber valores retroativos (limitados aos últimos 5 anos, conforme prazo prescricional).
Garantir o reconhecimento de tempo especial ou adicionais omitidos.
Decisões judiciais reforçam que erros do INSS ou de empregadores, como omissões de salários ou períodos no CNIS, podem ser corrigidos por revisão administrativa ou judicial. Casos relatados por escritórios como Tino Co. Advogados mostram que servidores públicos têm obtido êxito em ações para corrigir benefícios reduzidos por falhas no envio de dados.
Guarde documentos: Mantenha contracheques, CTPS, PPPs e certificados organizados.
Monitore o CNIS: Consulte o extrato anualmente para identificar erros cedo.
Aja rapidamente: Solicite revisão assim que identificar discrepâncias, respeitando o prazo de 10 anos para revisão de benefícios (decadência).
Consulte um especialista: Se o INSS negar a revisão, procure um advogado previdenciário para orientação judicial.
Quer garantir o valor correto da sua aposentadoria? Participe do grupo exclusivo do Dr. Júnior Figueiredo e assista à aula online gratuita, onde você aprenderá a:
Analisar o CNIS de forma eficaz;
Identificar erros no cálculo do benefício;