Indicador “sem vínculo” no CNIS Com Salários Lançados: Como Corrigir a Estrutura do Registro

16/01/2026

Quando o CNIS exibe o indicador “sem vínculo” (ou “sem vínculo empregatício”) mesmo havendo salários na competência, o sistema entende que existem valores informados sem um contrato válido por trás. Para o professor, isso gera indeferimento, carência não computada e queda na média. A boa notícia: é possível reconstruir a estrutura do registro e sanar o indicador.

Por que esse indicador aparece

  • GFIP/SEFIP ou eSocial enviados sem evento de admissão (falta o vínculo “pai” para os salários “filhos”).

  • CNPJ/NIT/CPF divergentes entre eventos de admissão e folhas.

  • Troca de CNPJ (cisão/fusão/sucessão) sem o devido evento de transferência do vínculo.

  • Competências com salário mas sem categoria/código de ocupação condizente (ex.: docente lançado como administrativo).

  • Importação parcial para o CNIS (faltam eventos iniciais ou rescisão).

Riscos práticos para a aposentadoria

  • Competências desconsideradas na carência.

  • Tempo em funções de magistério não reconhecido (afeta regra do professor).

  • Média salarial subestimada por salários zerados.

  • Exigências intermináveis e atrasos no deferimento.

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Quando a escola fechou (sem RH para retificar)

  • Use RAIS, FGTS por competência, CTPS, diário oficial, sentença trabalhista (se houver) e certidão da Junta comprovando a baixa/sucessão.

  • Explique no texto que não há fonte ativa para retificar o eSocial; peça construção do vínculo por prova material (administrativamente) ou, se negarem, via judicial.

Dicas para preservar a regra do professor

  • Garanta que a declaração do RH cite função docente e nível (educação básica).

  • Se houve coordenação/direção/assessoramento pedagógico, inclua ato de designação.

  • Corrija CBO e categoria para refletir docência, não “administrativo”.

Erros comuns (evite)

  • Enviar só holerite sem estruturar o vínculo “pai” (não resolve o indicador).

  • Ignorar datas (admissão/saída trocadas) — o CNIS mantém o alerta.

  • Não comprovar sucessão de CNPJ: o sistema trata como empresas distintas e segue sem vínculo.

  • Deixar CBO/Categoria errados: pode descaracterizar o magistério.

Checklist rápido (copiar e usar)

  • Competências com “sem vínculo” listadas

  • Admissão/Rescisão confirmadas (eSocial/GFIP/RAIS)

  • Sucessão de CNPJ provada (Junta/ato)

  • Declaração RH (timbre, função, nível, carga, período)

  • FGTS por competência + holerites/fichas

  • Portarias/atos de docência (ou designação pedagógica)

  • Protocolo no Meu INSS com sumário por competênciaConclusão
    O indicador “sem vínculo” com salário lançado é um erro de estrutura: faltam os eventos que sustentam aqueles valores. Ao retificar o eSocial/GFIP, comprovar sucessão, alinhar datas e anexar prova de docência, você converte competências rejeitadas em tempo e carência válidos, preserva a regra do professor e protege a sua média na aposentadoria.

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