23/02/2026
Muita gente chega ao INSS achando que “benefício por doença” é tudo a mesma coisa. Não é. Auxílio-doença, hoje chamado de benefício por incapacidade temporária, e aposentadoria por incapacidade permanente têm requisitos parecidos, mas consequências bem diferentes. E o ponto decisivo, na prática, costuma ser um só: a perícia médica e a qualidade das provas que você apresenta.
Neste artigo, eu vou te explicar de forma objetiva o que muda entre um e outro, como o INSS costuma enxergar cada situação e o que você deve organizar para reduzir o risco de indeferimento.
O auxílio-doença é devido quando a pessoa está incapaz para o trabalho por um período limitado, com expectativa de recuperação ou reabilitação. Em geral, o perito reconhece a incapacidade, mas entende que ela é temporária. Por isso, é comum o INSS conceder por um prazo e depois exigir nova avaliação.
Nesse benefício, o foco não é provar que você nunca mais vai trabalhar. O foco é provar que, naquele momento, você não consegue exercer sua atividade habitual com segurança e capacidade funcional.
A aposentadoria por incapacidade permanente é aplicada quando a incapacidade é considerada duradoura, sem perspectiva real de reabilitação para qualquer atividade que garanta subsistência, dentro do seu contexto. Isso não significa, necessariamente, “doença grave”. Significa incapacidade permanente, avaliada pelo conjunto.
Na prática, o INSS tende a ser mais restritivo aqui. Por isso, a qualidade do laudo e a coerência do histórico médico pesam muito mais.
Em regra, ambos exigem três pontos: qualidade de segurado, carência e incapacidade comprovada.
A diferença central é esta: no auxílio-doença, a incapacidade é temporária. Na aposentadoria por incapacidade permanente, ela é permanente. Só que o INSS não decide isso pelo nome da doença. Decide pelo conjunto de provas e, principalmente, pelo impacto funcional na sua atividade.
Se você quer reduzir o risco de indeferimento, a lógica é direta: o laudo precisa conversar com a sua rotina de trabalho.
Documentos que normalmente aumentam a chance de concessão
A maioria dos indeferimentos vem de falhas previsíveis:
A perícia não é lugar para exagero. O que funciona é coerência clínica e funcional, com documentos organizados.
✅ Se você quer reduzir o risco de indeferimento e entrar no pedido com prova forte, solicite uma análise do seu CNIS e dos seus laudos antes de agendar a perícia. Uma revisão técnica prévia costuma evitar meses de recurso. Me mande uma mensagem.
Isso é comum. Às vezes o INSS concede auxílio-doença por alguns meses, mas o quadro é permanente. Em outras situações, a pessoa pede aposentadoria por incapacidade e o perito entende que o caso é temporário, concedendo auxílio-doença.
Nesses casos, o caminho correto é avaliar:
Dependendo do cenário, pode caber prorrogação, recurso e, em alguns casos, ação judicial. Mas isso exige estratégia alinhada ao conjunto probatório.
✅ Se você já teve o benefício negado, ou recebeu auxílio-doença quando o quadro é permanente, fale comigo para montar a estratégia completa: documentos certos, tese correta e plano de recurso ou ação, conforme o seu cenário. Entre em contato.